Quem é a Diana Trincão e o que a levou a criar o Método Estabilizar™
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Antes de acompanhar outras pessoas em processos de luto, a Diana Trincão teve de percorrer o seu próprio caminho — um caminho que começou com a perda da mãe, e que a levou, anos depois, a construir uma forma diferente de olhar para a dor da perda. Esta é a história que está por trás do Método Estabilizar™.
Uma perda que mudou tudo
Há alguns anos, a Diana perdeu a mãe. E, como tantas pessoas que atravessam uma perda assim, descobriu rapidamente que não existe um manual para o que se segue. Houve dias em que evitou fotografias. Dias em que uma memória a trazia de volta ao momento da perda, sem aviso nenhum. Durante muito tempo, não sabia como voltar a olhar para essas memórias sem sentir que estava, outra vez, a reviver a dor.
Não foi um percurso rápido, nem linear. Foi feito de avanços e recuos, de dias mais leves seguidos de dias em que tudo parecia voltar ao início.
O que a ajudou a mudar essa relação com a perda
O que ajudou a Diana a transformar essa relação com a perda foi um trabalho conjunto: sessões de estabilização emocional, aliadas ao apoio da Radiestesia Terapêutica, técnica em que já se estava a formar nessa altura. Hoje, consegue olhar para uma fotografia da mãe e sorrir. A saudade continua a existir — e vai continuar a existir. Mas deixou de a levar, todas as vezes, de volta ao momento em que a perdeu.
Do que viveu, nasceu o Método Estabilizar™
Foi essa experiência pessoal que a levou a construir o Método Estabilizar™ — não como uma teoria aprendida num livro, mas como o caminho que ela própria percorreu, e que depois estruturou para poder acompanhar outras pessoas.
O método segue uma lógica simples, nascida dessa mesma experiência: primeiro estabilizar a dor, depois reduzir a culpa e a ruminação, e só então ajudar a pessoa a recomeçar — sem que isso signifique esquecer quem partiu.
Uma missão que nasce de dentro, não de fora
Há uma diferença entre acompanhar pessoas em luto por ter estudado o tema, e acompanhar pessoas em luto por já se ter estado exatamente naquele lugar. A Diana não construiu o Método Estabilizar™ de fora para dentro. Construiu-o de dentro para fora — a partir da própria dor, da própria procura, dos próprios erros e acertos ao longo do caminho.
É essa proximidade, mais do que qualquer teoria, que sustenta o trabalho que faz hoje.
O que vem a seguir
Se sentiste que esta história tem pontos em comum com a tua, não estás sozinho(a). Esta semana, e nas que se seguem, vamos continuar a partilhar reflexões sobre o que significa estabilizar antes de recomeçar — sempre com este princípio como base: recordar não precisa de significar reviver a dor da perda.
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